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Tudo sobre o vinho do Porto

Você conhece os estilos e harmonizações do vinho do porto? Leia até o final para conhecer muito além de “apenas um vinho de sobremesa”.

Fonte da imagem: Carson masterson / Unsplash

Produzido e originado em Portugal, na região do Douro, o vinho do Porto é o rótulo português mais conhecido mundialmente, feito com uma combinação de uvas da região do Douro (especificamente). Esses vinhos integram uma Denominação de Origem (DO), por isso, esse nome está ligado exclusivamente aos vinhos fortificados feitos nesta região.

A fermentação ocorre em barricas abertas, onde o açúcar das uvas é transformado em álcool, assim como ocorre em toda a produção de vinho, o grande diferencial aqui é que na fabricação do vinho do Porto essa fermentação é interrompida na metade do processo, pela adição de álcool vinílico (derivado da destilação de outros vinhos), desta forma, as leveduras não consomem todo o açúcar e sentimos sua doçura mais presente na bebida. Esse processo aumenta o grau alcoólico do vinho de cerca de 6% para até 23%, agrega características únicas à bebida e se chama fortificação.

E tem mais! Esse tipo de vinho tem ainda alguns estilos diferentes que lhe conferem características ainda mais especiais e harmonizações perfeitas com vários pratos, snacks e menus – muito mais que só sobremesas, embora fiquem ótimos com elas também. Vamos conhecer esses estilos?

Ruby

Fonte da imagem: Serge esteve / Unsplash

De cor vermelha intensa e viva, esses vinhos são feitos com uma mistura de safras e amadurecidos em barricas de madeira por 2 ou 3 anos em média (vinhos jovens), mantendo as características do vinho preservadas. É um vinho fresco, adocicado, com aroma frutado e notas de frutas vermelhas, principalmente, framboesas. São filtrados e não possuem data de colheita no rótulo, normalmente não são envelhecidos em garrafa, mas possuem um potencial de envelhecimento com qualidade ímpar, que permite uma evolução elegante e marcante à bebida.

Perfeito para acompanhar sobremesas à base de chocolate e frutas vermelhas. Também harmonizam muito bem com queijos mais salgados tipo parmesão e os azuis, como o gorgonzola e o roquefort, que ajudam a equilibrar sua doçura marcante.

Tawny

Fonte da imagem: Daniel vogel / Unsplash

Um vinho nobre, doce e intenso. Tawny significa “aloirado”, fazendo alusão à sua coloração âmbar, conquistada pela interação com o oxigênio e a madeira durante o seu longo período de maturação, o que também lhe confere notas abaunilhadas e de  frutos secos. Pode conter também aromas mais evoluídos, como de amêndoas, nozes, café e chocolate. Ele é produzido da mesma forma que o Ruby, inclusive é envelhecido no mesmo tipo de barril, mas o Tawny é maturado por pelo menos 3 anos, podendo alcançar algumas décadas em casos especiais. 

Esse estilo de vinho não precisa ser armazenado em casa por muito tempo, pois já envelheceu o suficiente no seu processo de fabricação, então sinta-se à vontade para abrí-lo assim que comprar! A idade indicada no rótulo faz referência à idade média dos vinhos que o compõem, assim como no caso dos whiskys. O mais curioso desse processo é que o vinho já envelhecido por um certo tempo se beneficia ao ser misturado com um vinho mais jovem, garantindo mais frescor e intensidade aromática ao produto final.

Pode ser servido fresco sozinho, antes de uma refeição para facilitar a digestão e abrir o apetite, por exemplo, ou acompanhando pratos com queijos maturados e cheddar, abóbora, frutos secos e nuts (castanhas, amêndoas, avelãs e nozes), bem como com sobremesas à base de nuts, maçãs caramelizadas e cremes de baunilha.

Branco

Fonte da imagem: Creative vix / Pexels

Apesar de pouco conhecido no Brasil, o vinho do Porto branco é muito utilizado na coquetelaria mundial e é super versátil à mesa. Elaborado a partir de uvas brancas cultivadas no vale do Douro, como a Codega, Esgana Cão, Viosinho, Rabigato, Arinto, Boal (Semillon), Folgasão e Gouveio. É um vinho jovem e muito fresco, com doçura bastante variável, que vai desde muito doce até extra secos. Podem ser elaborados em barricas de inox, o que os mantém ainda mais frescos e clarinhos, como também podem passar por barricas de madeira por um tempo, nesse caso eles adquirem uma coloração dourada e aromas de nozes. A maioria dos vinhos deste estilo não envelhecem mais que 18 meses, principalmente os que são feitos em tanques de aço inoxidável.

Os mais secos combinam com salmão defumado,  queijos curados e azeitonas, assim como frutas frescas, amêndoas, sorvete e creme de baunilha. Os mais doces acompanham bem sopas frias, como o gaspacho, e combinações de frutas com embutidos, como a combinação de melão ou manga com presunto cru.

Vintage

Fonte da imagem: Maksym kaharlytskyi / Unsplash

O Vintage é um dos vinhos do Porto mais elegantes e prestigiados, são elaborados com as melhores safras, sem filtragem, possuem mais corpo e complexidade que os demais, embora seja envelhecido normalmente por apenas 2 anos, como o Ruby. Seu maior diferencial está no potencial de evolução após engarrafado, que pode passar de 50 anos para atingir seu ápice, por isso é importante observar o ano de sua colheita e não o tempo de envelhecimento em barril. Como é um vinho extremamente sensível, é recomendado degustá-lo por completo logo após abrir a garrafa.

Quanto a harmonização, não se aconselha a comer nada enquanto aprecia uma boa taça de Porto Vintage (seja o Ruby ou o Tawny), pois são vinhos tão especiais, com sabores e aromas tão  distintos, que merecem toda a sua contemplação a cada gole. Contudo,  sobremesas à base de figos e amêndoas combinam perfeitamente com a sua complexidade, assim como pratos com  tâmaras, damascos, nozes e queijos azuis, como gorgonzola ou roquefort.

O Late Bottled Vintage (vintage engarrafado tardiamente) é um Porto Vintage que passou mais tempo do que o planejado nos barris de madeira, assim como o Tawny, mas nesse caso, mesmo que ele já tenha passado pela maturação nos barris, ainda é envelhecido mais um tempo dentro da garrafa (entre 4 a 6 anos após a colheita). O resultado é uma bebida de cor viva, sabor e aroma frutados, com taninos ainda firmes e reativos. 

Para produzir esse tipo de vinho o vitivinicultor deve enviar uma amostra de sua safra para o IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e Porto), para que seja avaliado, caso o veredito seja positivo, este vinho será comercializado com a safra declarada em seu rótulo. Harmonizam bem com sobremesas à base de chocolate e frutas vermelhas, assim como com pratos com queijos mais salgados e curados.

De colheita

Fonte da imagem: Ales maze / Unsplash

Semelhante ao estilo LBV, alguns produtores utilizam a denominação para destacar vinhos que consideram “safras excepcionais”, são vinhos feitos de uma única safra, complexos e untuosos, que maturam por pelo menos 7 anos em barris e possuem potencial de guarda, ou seja, podem continuar a envelhecer na garrafa. Devido ao seu tempo de maturação em contato com a madeira, ganham aromas de especiarias e frutas secas, evidenciando ainda mais sua doçura. Pode ser consumido como aperitivo ou harmonizado com carnes vermelhas, suínas e de caça, além de combinar perfeitamente com molhos cremosos e agridoces 

Dicas finais

Fonte da imagem: Mgg vitchakorn / Unsplash

Quando for servir algum prato ou sobremesa com um vinho do porto, tome alguns cuidados:

  • Equilíbrio: O ideal é que o preparo esteja sempre equilibrado, sem excessos de sal, acidez, açúcar ou amargor, isso pode “apagar” o sabor do vinho.
  • Destaque ao vinho: A bebida deve ser sempre mais doce que a comida, então cuidado nas sobremesas exageradamente doces.
  • Temperatura ideal para degustar: Normalmente ela vem descrita no rótulo da garrafa e pode variar de acordo com estilo do vinho, mas em geral, os mais jovens devem ser consumidos mais resfriados e os mais velhos, menos. Os brancos entre 6 ºC e 10 °C, os Ruby de 12 ºC a 16 °C e os Tawny de 10 ºC a 14°C.

Podemos fazer drinks com os diferentes estilos de vinho do Porto também como:

  • Portonic (ou Porto Tônica): Tem várias versões, a mais tradicional é feita com  1 dose e ½ de Vinho do Porto Branco Seco, 3 doses de água tônica e rodelas de limão, mas você pode usar um Ruby ou Tawny, substituir os limões por outras frutas e adicionar especiarias de acordo com as suas preferências. 
  • Porto Royal: Um coquetel clássico que leva 1 dose de Tequila Ouro ou Mezcal (destilado semelhante à tequila), 3/4 de dose de Vinho do Porto Tawny, 3/4 de dose de Licor de Anis e cerejas para enfeitar. 
  • Valentino’s Delight: Pra quem gosta de drinks cremosos e luxuosos, composto por 1 dose e 1/2 de Bourbon Whisky, 1 dose de Porto Ruby, 1 dose de Licor de café, 1 dose e 1/2 de Creme de leite e Noz-moscada ralada a gosto para finalizar.

E aí? Curtiu saber um pouco mais sobre o Vinho do Porto? Conta pra gente qual seu estilo favorito :)